Guia NR-1 · Fiscalização
Atualizado em junho de 2026 · Leitura de 6 min
A fiscalização dos riscos psicossociais pela NR-1 já está ativa desde maio de 2026. Empresas que ainda não organizaram a documentação correm o risco de uma autuação na primeira visita de um auditor do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Este checklist reúne o que normalmente é solicitado, e como se preparar antes que a fiscalização chegue.
Diferente de uma auditoria de risco físico, que é verificada por inspeção do ambiente, a fiscalização de riscos psicossociais é predominantemente documental. O auditor solicita evidências (registros, indicadores, planos de ação) e avalia se o que está no PGR corresponde à realidade da empresa. A ausência de documentação é tratada como não conformidade, independentemente de a empresa "fazer a coisa certa" informalmente.
⚠️ O prazo de resposta costuma ser curto
Em geral, a empresa tem poucos dias úteis para apresentar a documentação solicitada. Organizar isso reativamente, sob pressão de prazo, aumenta o risco de inconsistências e de autuação.
As penalidades por não conformidade com a NR-1 seguem a lógica das demais Normas Regulamentadoras: notificação, prazo para regularização e, em caso de reincidência ou risco grave, multa. Mas o custo real raramente para na multa administrativa: processos trabalhistas por adoecimento ocupacional, hoje, costumam usar a ausência de PGR atualizado como evidência de negligência da empresa.
Se sua empresa ainda não tem indicadores de jornada digital documentados, a prioridade não é redigir um PGR mais bonito. É gerar a série histórica de dados o quanto antes, porque ela não pode ser reconstruída retroativamente. Os passos práticos:
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